Luís Albuquerque, que é vereador da oposição na autarquia, disse à agência Lusa que “as pessoas que estão à frente da Câmara fazem uma política virada para a propaganda e para o marketing”.
Prova disso “são as despesas de publicidade, que aumentaram desde que o PS está à frente da autarquia: foram gastos 8.687 euros em 2009 e um ano depois o valor era de 66.279 euros”, afirmou.
Por seu turno, o presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, rejeitou a acusação, e sublinhou que “esta forma de apresentar contas deturpadas já não é nova”.
O autarca lembrou que aos 8.687 euros “faltam juntar 70 mil euros de uma revista municipal, essa sim, de propaganda, que apenas servia para publicar imagens do presidente da Câmara” e com a qual atual executivo acabou em novembro de 2009.
“Se juntarmos os sete mil euros – que era o que custava a revista por mês – chegamos à conclusão de que de um ano para o outro poupámos 12 mil euros”, acrescentou Paulo Fonseca.
Para o presidente da Câmara, “hoje não há propaganda. A Câmara faz coisas e publicita-as”.
“Tenho é pena que a oposição não ande preocupada em encontrar alternativas para pagar as contas que nos deixaram”, afirmou.
Luís Albuquerque foi eleito na última sexta-feira presidente da Concelhia de Ourém do PSD, obtendo 304 votos contra os 164 do seu adversário, João Moura.
“Tenho de realçar a elevada afluência: 75 por centos dos militantes votaram. Isso dá-nos força para o nosso objetivo quase exclusivo de reconquistar a Câmara, num concelho cuja matriz sempre foi social-democrata”, sustentou.
Técnico Oficial de Contas, de 44 anos, Luís Albuquerque foi durante seis meses vereador da maioria PSD que governou a autarquia de Ourém, após a saída do anterior presidente, David Catarino.
O PS conquistou pela primeira vez a Câmara de Ourém em 2009





