À boleia da TROIKA, o Governo no intuito claro de reduzir a despesa
pública, vai dando notícias da intenção de emagrecer as autarquias, pela
concentração de serviços, pela diminuição de vereadores e pela supressão
de empresas municipais. Parece, no entanto, que se deve ir mais além e
pensar acima da mera conjuntura de "crise", pois os apertos financeiros
são também oportunidade para repensar a organização do Estado.
Se, quanto à redução de vereadores, parece claro para toda a gente, ser
de todo justificável em muitas Câmaras, pois um número significativo
delas, podem ser geridas por telemóvel e Facebook, por qualquer gestor
com prática de levar empresas à falência, como é prova e facto notório
o que se passa aqui bem perto, onde é mais fácil encontrar o Presidente
no Facebook do que no município, já outros aspectos merecem melhor
reflexão e sobre eles falaremos depois.
Existem municípios com pouco mais de cinco mil habitantes e freguesias
com mais de 100 000 eleitores, o que leva, pelo menos, a equacionar
uma necessária REFORMA ADMINISTRATIVA. A dificuldade de a executar
e as previsíveis "resistências" à mudança pelos instalados no poder, um
número considerável de pessoas, que vivem exclusivamente da politica
e não têm qualquer profissão conhecida, conjuntamente com o pessoal
politico dos staffs, que, pasme-se, até deixaram de ser empresários para
serem funcionários da Câmara (deviam ter grandes empresas!), mais
os funcionários que apenas o são por serem filhos, noros ou genras, de
alguém que pagou campanhas, não podem ser desculpa para não haver
reformas e demorar um tempo infinito a implementá-las.
É tempo de o interesse público se sobrepor e de haver coragem para
mexer nas "VACAS SAGRADAS" da tradição municipalista, qual sorvedouro
de dinheiro em rotundas, obras desnecessárias e alcatroamentos
no pinhal, onde passam mais coelhos do que pessoas, só para ter
inaugurações e pavonearem-se nas Festas Populares, comendo à maçã.
Os partidos políticos devem organizar debates e discussões locais sobre
o assunto, para não serem apanhados de surpresa. Com a velocidade de
execução deste Governo, amanhã é tarde.





