Comunicado, 11 de Outubro de 2010

Regista-se a 11 de Outubro exactamente um ano sobre acto eleitoral que entregou ao Partido Socialista a gestão dos destinos do Município de Ourém. Empurrados por uma campanha mediática anormalmente estrondosa, comparativamente com os meios tradicionalmente utilizados localmente pela generalidade dos partidos políticos e que certamente terá atingido custos exorbitantes, os candidatos socialistas prometeram este mundo e o outro, numa campanha que muitas vezes roçou o completo delírio.

Limitado pelo bom senso de quem tem a penosa obrigação de fazer mais que prometer, o Partido Social Democrata, viu-se limitado neste carrossel de sonhos prometidos, esbatendo-se a sua obra feita perante o gigantismo dos anunciados novos tempos. Nada iria ficar como dantes e em boa verdade já podemos hoje dizer que não ficou.

Um ano de gestão socialista, ficará para sempre marcada pela leveza mediática em como continua a pautar a sua postura, querendo sempre parecer mais, muito mais, do que aquilo que realmente é. Esta continuada atitude de querer eternizar os momentos sempre acalorados e muitas vezes tão pouco reflectidos próprios de uma campanha eleitoral, demonstram que o Partido Socialista de Ourém não estava, nem está, preparado para liderar os destinos do nosso Concelho. Um corrupio de actos públicos vazios de atitude concreta e sobretudo obra, escondem essa incapacidade, para não dizer medo, em decidir. Compreendemos que para quem nunca teve de o fazer, as coisas se demonstrem de elevada complexidade.

Sempre em festa, o concelho de Ourém, vai dando o normal benefício da dúvida, começando aos poucos a consolidar a certeza de que nada de verdadeiramente estruturante aconteceu ou se prevê que venha a acontecer. Depois de um período em que a culpa era sempre de quem tinha estado antes e que se quis sustentar em inconsequentes auditorias, a gestão socialista do nosso Município, tem vindo a fazer aquilo que sempre assumiu como o eixo central das suas críticas. Em cima de planos e projectos, elaborados e pagos, desenvolve outros apenas com o objectivo de fazer diferente, independentemente de saber se está a fazer melhor. Esta ânsia pela diferença encaminhou-nos para uma inesperada apetência pela festa brava, realizando touradas e festins de duvidosa qualidade, auditorias, congressos, etc. E a que preço...

A crescente autonomização da gestão dos assuntos de Fátima, mais do que promover uma anunciada aproximação (tão propalada pela estonteante idealização da nova e única cidade de Ourém/Fátima), parece apenas servir para descartar responsabilidades. Esta separação dos assuntos, medida de gestão inconsequente e nefastamente já experimentada, apenas serve para criar barreiras: entre Fátima e Ourém e consequentemente entre Ourém e as restantes freguesias, que cada vez mais isoladamente vão vendo que pouco mais têm que promessas.

Reconhecendo que este primeiro ano apenas serviu para aprender, teremos que reconhecer que se aprendeu muito pouco, tendo-se esgotado ¼ do tempo disponível para cumprir o prometido. Foi um ano perdido para as gentes de Ourém...

Ourém, 11 de Outubro de 2010

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